A RUA DO MEU DESTINO

Debrusada junto as flores ,na cansela
eu olhava aquela rua enviezada,
mais ao longe,na descida lá dos montes,
era feia,muito estreita,um quase nada;
e por mas que meu horizonte fosse belo,
lindas casas, a minha frente,paralelas,
meu olhar se prendia como um elo
a minha rua de fachadas tão singelas.
E um dia,como eu estivesse na cancela
- era noite e havia dança nas estrelas-
e a lua clara,ciumenta ,me revela
um vulto muito louco e alto e belo.
E foi assim, trêmula ,e sem súbita palidez,
que eu o vi pela primeira vez…